Não consigo viver no meio. Tudo em minha vida faz parte de um extremo ou outro. Gosto de amar muito, chorar muito, namorar muito, rir muito, comer muito… Não consigo ser equilibrada.

Ou eu amo, ou não suporto.

Reeducação alimentar então, inexiste. Ou eu como muito, ou não como nada.

Alterno fases de extrema vaidade com fases “nem faço a unha”.

Trabalho pra mim significa realmente isso: T-R-A-B-A-L-H-O. Reclamo, mas adoro o stress, as horas extras, a pressão. Podem me chamar de louca. Arrumar emprego que repete a mesma coisa o tempo todo não é para mim.

Adoro barulho, muita gente, música alta, bebida e cheiro de cigarro, apesar de não saber fumar. Não agüento aqueles lugares com música ambiente e cheiro de camomila. Mas, em contrapartida, adoro silêncios profundos, em que só se escuta a respiração, principalmente se estiver bem acompanhada.

Amo meus amigos. Adoro sair de grupão, todo mundo falando ao mesmo tempo, muitos assuntos para se colocar em dia. Mas, tem épocas que só preciso de mim, da minha companhia, um tempo sozinha com meus vícios bobos.

Vivo de extremo em extremo. Hoje aqui, amanhã em outro estado de espírito completamente diferente. Tem 22 anos que estou procurando o equilíbrio. Será que um dia encontro?

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